O PIB real é o melhor presente para nosso futuro
José Carneiro de Carvalho Neto
PIB não é mais um sigla qualquer; com a importância que tem ganhado vai se transformar rapidamente em palavra, e se alguém perguntar o que a esta palavra significa, responda que além de Produto Interno Bruto, PIB também é sinônimo de previsibilidade. Não uma previsibilidade parcial e imediata, e sim uma afirmação do que nos ocorrerá em um futuro próximo, para o bem e para o mal.
O Brasil atravessa um período particularmente atraente dentro do que nos acostumamos a chamar de economia global. Passamos pelo furacão da crise mundial de forma sólida, sem muitos percalços entre 2008 e 2009, e alcançamos um 2010 esperançoso de progresso real e conseqüências imediatas.
Passada a névoa da crise, emerge um Brasil mais respeitado externamente e mais confiante internamente, mesmo que nossos políticos insistam em personificar ações quase que milagrosas, esquecendo que o que estamos vivenciando é resultado de uma construção que tem como protagonistas o poder público, a sociedade civil organizada, as empresas privadas, o sistema bancário e o mais importante, a população brasileira. Ou seja, é uma obra do Brasil e não de alguns brasileiros, por mais que eles insistam em alardear, e só temos a ganhar se as correções de rota e manutenção de rumo forem efetuadas.
O nosso grande problema é a gestão dos gastos governamentais que não param de crescer, como se nós que produzimos, tivéssemos de gerar ganhos de arrecadação constantes e acima do crescimento da economia real. Não há neste instante nenhum movimento do governo central que sinalize o controle e diminuição destas despesas, geralmente ligadas a aumento da máquina pública e coisas do gênero, quase nunca em investimento.
O que vemos hoje em retrato de alta definição é um Brasil melhor, mais rico e coerente com o seu tamanho; ainda muito longe de onde podemos e iremos chegar, porém já prevemos no horizonte um futuro melhor para todos. E quem nos mostra este futuro são os números projetados do crescimento do PIB de 2010. Os índices variam entre pessimistas e otimistas, que vão de 3,7 a 7%, fiquemos então com os moderados que recentemente refizeram os cálculos e já afirmam, iremos crescer algo em torno de 5,8 a 6% este ano; em 2011 um pouco menos e para 2012 a taxa é de 5 %. Fechando então um período em que saímos da estagnação de 2009 para três anos de crescimento robusto e consecutivo. Para reforçar mais um dado, a previsão para 2013, 14 e 15 também é de crescimento do PIB, porém em menor escala. E neste período chega a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Se não estragarmos a festa o saldo será pra lá de positivo.
O que devemos temer então? São justamente os controles de gastos governamentais, a dívida pública que cresce sem parar e o saldo de transações correntes. Mas tudo isso tem um remédio sabido pelo mercado, mas o pessoal de Brasília insiste em não aplicar, afinal é ano eleitoral, o resto desta conversa, vocês que são leitores inteligentes já sabem.
O que temos a ganhar com esse PIB crescente e robusto? Um Brasil melhor, mais justo, com uma melhor distribuição de renda, mais brasileiros com aceso a saúde, educação e segurança; mais consumo de produtos melhores, investimentos em moradia, transporte e lazer. Em suma, acreditamos em uma transição para um país onde as diferenças serão menores; nada que nos transformara em poucos anos em uma nação justa, mas sem dúvida alguma, estamos construindo as bases para um Brasil que nos trará mais orgulho, satisfação e tranqüilidade.
O PIB pode significar também um passaporte, a depender do número, nos indica o destino; florido e ensolarado ou sombrio e enevoado. Fico com a primeira opção, e este passaporte nos transporta para um futuro muito próximo que garante a muitos brasileiros renda e consumo. Uma nova classe social se apresenta cada vez mais forte no horizonte, são consumidores que hoje classificamos de Classe "C", "D" e "E", mas podem chamar de consumidor do Brasil do Futuro, um país onde o refrão da antiga frase dos anos 60 e 70, "Brasil o País do Futuro" se faz realidade. E todos só temos a ganhar com este panorama.
Os grandes desafios da sociedade produtiva brasileira são muitos, mas podemos nos concentrar em três: Transformar em riqueza os ganhos de capital e valorização imobiliária obtidos nos últimos anos e nos próximos anos de forte crescimento. Ampliar o número de trabalhadores com acesso a educação plena e não apenas funcional, afinal já dizem os especialistas mundo afora que a educação é a maior riqueza de um país. Operar com práticas empresariais cada vez mais voltadas ao bem da sociedade onde as empresas estão inseridas, sejam elas financeiras, administrativas, ambientais e no caso brasileiro em especial na relação com os governos; afinal que tipo de brasileiro você deseja ser? Do passado ou de futuro?
Até a próxima.

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