A difícil arte de guardar um tesouro.
J. Carvalho Neto J á vai longe o tempo que a história fala de tesouros, desde os primeiros livros conhecidos pela humanidade, relatos de tesouros imensos, perdidos e achados, de lutas infinitas, de mortes incalculáveis, de povos que se digladiam por conta do tal tesouro. Vinte e um séculos depois, o tempo foi solidário no tema, e aglomerou mais um sem fim de histórias, estórias e lendas sobre tesouros, a grande maioria sem um final feliz; pois, ou o bendito não é encontrado apesar dos esforços e lutas, ou simplesmente é pulverizado ou destruído durante a disputa pela posse da enorme riqueza. Dentre tantos objetos considerados e guardados como tesouros, somente poucos como ouro e pedras preciosas ainda mantém mesmo fascínio e valor. Nos dias atuais já possuímos discernimento suficiente para listar uma série de bens também tratados e considerados de altíssimo valor, todos tangíveis, que estão guardados em cofres inexpugnáveis e fortalezas protegidas por rígidos e extensos esquemas...