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Mostrando postagens de julho, 2009

A difícil arte de guardar um tesouro.

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J. Carvalho Neto J á vai longe o tempo que a história fala de tesouros, desde os primeiros livros conhecidos pela humanidade, relatos de tesouros imensos, perdidos e achados, de lutas infinitas, de mortes incalculáveis, de povos que se digladiam por conta do tal tesouro. Vinte e um séculos depois, o tempo foi solidário no tema, e aglomerou mais um sem fim de histórias, estórias e lendas sobre tesouros, a grande maioria sem um final feliz; pois, ou o bendito não é encontrado apesar dos esforços e lutas, ou simplesmente é pulverizado ou destruído durante a disputa pela posse da enorme riqueza. Dentre tantos objetos considerados e guardados como tesouros, somente poucos como ouro e pedras preciosas ainda mantém mesmo fascínio e valor. Nos dias atuais já possuímos discernimento suficiente para listar uma série de bens também tratados e considerados de altíssimo valor, todos tangíveis, que estão guardados em cofres inexpugnáveis e fortalezas protegidas por rígidos e extensos esquemas...

Cabo das Tormentas ou Cabo da Boa Esperança?

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J. Carvalho Neto A História nos ensina que o navegador português, Bartolomeu Diaz, descobriu nas suas viagens náuticas em busca de caminho alternativo para as Índias a ponta do continente africano, então denominado Cabo das Tormentas, o nome vem do mar revolto, sujeito a muitas tempestades e vendavais. Já sabemos também que não logrou sucesso pessoal e financeiro com a descoberta, a história lhe foi mais fiel em conceder a autoria da descoberta em 1487. Nem por isso Bartolomeu Diaz deixou de navegara e construir embarcações, suas descobertas permitiram que Vasco da Gama, outro navegador lusitano chegasse às Índias, este sim com honrarias. Logo o Cabo das Tormentas se tornaria o Cabo da Boa Esperança, pois o rei português Don João II assim enxergava, a esperança do novo caminho marítimo possível de alcançar as tão desejadas e rentáveis especiarias e outros artigos de luxo, impedidas de trafegar pelo Mediterrâneo pelos turcos. Chegar à Índia era na época o grande objetivo naval de Portu...

Qual o valor de uma MARCA?

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J. Carvalho Neto Q uanto vale uma marca? Já vimos um pouco sobre os valores das marcas no Brasil, já tratamos na coluna Sobre Marcas e Negócios – Parte 1 ( O significado de uma marca ) um pouco dos conceitos que envolvem as marcas, e agora estendemos a nossa visão sobre marcas pelo mundo, especificamente nas empresas fabricante de automóveis, às grandes montadoras. Desde o início deste ciclo da economia mundial, com a quebra do banco estadunidense Lehman Brothers Holdings Inc. banco de investimento e provedor de serviços financeiros, com atuação global, sediado em Nova Iorque; os valores de empresas têm sofrido enorme variação, categoricamente para menor, provocando um novo ordenamento do sistema financeiro, desencadeando uma crise sem precedentes, com o desabamento da cortina dos títulos de segunda linha de hipotecas do mercado imobiliário estadunidense, o agora famoso subprime. Ruiram fortunas e as montadoras foram fortes vítimas da falta de liquidez do mercado e diminuição extensiv...

Medo da crise? Ou crise de medo?

J. Carvalho Neto / Edésio Muller Q uando as empresas são obrigadas a fazer ajustes mais incisivos na sua gestão; por conta de uma crise anunciada; muitas coisas podem acontecer, destacamos aqui duas faces destas mudanças: todos os funcionários são acometidos por um mau presságio, uma espécie de vírus mental; quase todos ficam a procurar um bote de salvação. Outra face é a instalação do resultado deste comportamento coletivo, o medo da crise vira crise de medo. Podemos ilustrar esta situação da seguinte maneira. Imagine um navio prestes a afundar, às vezes pode ser preciso aliviar o peso evitando uma perca total da embarcação, retornando a um porto seguro. Imagine ainda, o que faria nesse mesmo instante o mais talentoso dos marujos caso uma fragata segura e seca o convidasse a fazer parte da tripulação? Atualmente, este exemplo pode ser visto em muitas das empresas no mercado. É justamente nessa hora que elas; as empresas; precisam olhar para dentro do barco (de si mesmas), avaliar o e...