Desconstruindo a sabedoria oriental

Já havia tratado em outra coluna sobre um ditado oriental muito antigo, que diz mais ou menos assim: “O dragão da noite, é sempre maior que o dragão do dia”. Em uma clara referência aos desafios e medos do desconhecido, que à luz do conhecimento se tornam menores e possíveis de serem enfrentados. Ainda remete à solidão do enfrentamento de grandes dificuldades, o escuro; em contrapartida ao fortalecimento do todo; a claridade, a luz.
Pois bem, no Brasil, estamos prestes a desconstruir este sábio ditado oriental, já explico. O Brasil viveu nos últimos 2 anos, um período de verdadeira treva, desde a campanha da reeleição da presidente afastada, Dilma Roussef, tínhamos uma nação fortemente paralisada e absolutamente dividia, nós contra eles, e por ai fomos. Os reflexos desta situação política foram imediatos na economia, e nossa nação naufragou diante de tantas incertezas. As mentiras, intrigas, desconstruções da ética e da moral, nossos valores jogados ao lixo, foram por demais contundentes, e as consequências estão espalhadas por toda à parte.
Na vida real da população a desesperança se instalou, e também já tratamos deste tema aqui. Portanto era de se esperar que ao descortinar da verdade seríamos capazes de enfrentar melhor o cenário atual.
Não que falte capacidade à equipe econômica do atual presidente em exercício, Temer, muito pelo contrário, é literalmente uma seleção de carques do setor, aclamados mundo afora como preparados, capazes e respeitados. Desta forma, preparados para nos transportar a um outro cenário. Não resta dúvida que conseguiremos, nós e eles, enxergar muito em breve uma luz ao final deste longo e tenebroso túnel que atravessa o Brasil.
E ai está a desconstrução do ditado oriental. Ao assumir a presidência, o atual mandatário, descortinou um cenário ainda pior do que se conhecia. Nós os leigos, nós o povo, que vive um dia de cada vez, pela mais completa falta de perspectiva, depositava neste momento, todas as nossas esperanças de que o dia, a luz, a claridade finalmente se fizesse no Brasil. Mas não, o desgoverno, o desmando, o descalabro que nos deixou de maldita herança, a presidente afastada é de tal monta, que ainda viveremos em escuridão de esperança, antes que os primeiros raios de luz se façam acontecer em nossas vidas.
Hoje já somos extraoficialmente a maior democracia de desempregados do mundo, cerca de 17 (dezessete milhões) de brasileiros sem carteira assinada, sem contar os aproximadamente 25 (vinte e cinco) milhões que simplesmente deixaram de procurar por emprego formal.  A pobreza, a violência, a insegurança social, sanitária e alimentar se instalaram definitivamente no Brasil. O mal perpetuado pelo desgoverno do partido dos trabalhadores e sua corja de corruptos é tanta, que levaremos anos, talvez décadas para termos novamente um equilíbrio mínimo dentro da estrutura social brasileira.
Para completar mais uma mentira, que nunca acaba, teremos os Jogos Olímpicos de 2016 no estado do Rio de Janeiro, que acaba de decretar estado de calamidade pública, devido ao enorme desequilíbrio financeiro. Não resta nenhuma dúvida, a escuridão que nos deixou o PT não finda facilmente, e somos obrigados a pelejar com dragões enormes e sem fim, sugando a energia do empresariado de maneira tão grave, que já não se tem a certeza de que veremos a luz do novo dia à raiar em nossa economia tão cedo.
Hoje temos milhões de empresas fechadas e em sua totalidade, as que ainda permanecem abertas, estão operando com dificuldades ou em operações bem mais reduzidas. Os reflexos são claros e não resta dúvida de que precisaremos de muita energia, perseverança e força de trabalho para superar o caminho que ainda temos pela frente.
E o mais grave, é que os cegos e surdos, que restaram para defender o defenestrado ex-governo, que não são poucos, continuam à torcer contra o Brasil, ainda pregam o nós contra eles, ainda insistem em alimentar o ódio, a intolerância e a insensatez. Como se ainda fosse preciso prolongar a vida do dragão da noite, como se não bastasse escândalos como o Petrolão, como se as investigações da Lava-Jato, não fossem suficientes para nos dizer; chega. Que venha à luz, a claridade, que cheque o dragão do dia.   


Até a próxima. 

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