Administrando o Necessário.
Muito tem se falado sobre a grande crise econômica mundial a qual o mundo enfrenta desde setembro de 2008, para nós brasileiros, a marolinha veio em forma de um brutal freio na atividade econômica do país, e não há setor da nossa economia que não tenha provado o amargo gosto do fenômeno.Desde então, são inúmeros os comentários, noticiários não param de divulgar o grande mal que esta onda causa nos cofres dos governos e empresa pelo mundo, até mesmo repórteres e comentaristas de outras áreas fora da economia, se tornam, momentaneamente, em espertos no assunto. E nós, espectadores e atores deste grande teatro da informação nos dias atuais, nos fartamos de previsões, índices, taxas e bobagens, muita bobagem.
Muito do que ouvimos e lemos também foi importante, principalmente dos mais sensatos, das pessoas mais ligadas ao mundo real, este em que grande parte dos empresários do país vive. Sem dúvida bolsas e ações, volatilidade, tendências e concordatas afetam o nosso dia a dia, mas não é o nosso ponto focal, e como principio de conversa, não podemos nos deixar contaminar com estas informações, conhecer sim, mas sem prisões dogmáticas ou de atitude.
Então como agir, ou melhor, como administrar este momento de crise econômica mundial?
Bom senso, coesão da equipe, transparência, cautela, paciência e sangue frio são elementos que não podem faltar na sua estratégia, mas vou sugerir algo bem mais simples e básico, um conceito usado nos primórdios da ciência econômica, aplicado no período pós-guerra, que é a gestão do essencial, com ênfase nas atividades, insumos e pessoas necessários para manter a empresa em atividade, e aqui atualizamos o conselho aos nossos dias, administre o necessário.
Sabemos da complexidade das corporações de hoje, que se reflete nas organizações menores, e chegam de forma contundente às micros e pequenas empresa do Brasil. Não podemos esquecer o emaranhado de leis, taxas, impostos e regras legais do país, que nos dificultam a vida. Somados estes componentes, temos uma equação por si bastante complexa, e quando externamos esta situação para o cenário atual, as variáveis possíveis são inúmeras, provocando dos mais céticos um grande suspiro de dúvidas e questionamentos, como se não fosse possível programar e executar uma política de administrar o necessário.
Começamos por responder a uma questão. Qual a atividade fim de sua empresa ou organização? Esta resposta tem de ser rápida e clara para todos, caso contrário, esqueça outras preocupações e comece a tratar desta questão, afinal você tem um problema de base muito importante pela frente.
Identificado para todos de sua equipe qual a missão de sua empresa ou organização, passamos para a questão que gerou este pequeno estudo, com a seguinte pergunta. Quais as atividades e despesas que a sua empresa ou organização sobreviveria sem ela? Liste todas aquelas faturas, doações, pequenos anúncios, pequenas aplicações; entre outros, que não fazem parte do coração de atividades de sua empresa.
Identificado as despesas, suspenda imediatamente estes contratos, anulando por definitivo estas saídas do seu caixa. Segundo passo, amplie a pesquisa com as despesas que não são dispensáveis, mas podem ser reduzidas, como consumo de material de escritório, água, energia elétrica, telefones, etc. Uma boa dica é fugir dos horários de pico do consumo de energia dos equipamentos mais gastadores.
Aperfeiçoe também as comunicações entre as equipes, um grande fator de retrabalho nas empresas são os problemas de comunicação. Agilizando informações e clarificando ações, definindo previamente as responsabilidades, são pequenas atitudes que evitam o retrabalho, logo geram economia e melhoram a eficiência e qualidade do serviço prestado. Com toda certeza após estes pequenos ajustes os resultados logo surgirão, e principalmente, vão contaminar a equipe positivamente, deixando em todos, a iniciativa da ação tomada em pro da organização para a adequação ao momento em que passamos na economia; transformando a sua missão em uma missão coletiva, que se espalha por outras empresas e departamentos, chegando possivelmente até os lares.
Quando nossas idéias são simples e possíveis de serem implementadas, se espalham rapidamente, vamos torcer que estes pequenos conselhos sirvam ao leitor.
Até a próxima.
Por. J.Carvalho Neto
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