Anúncio Inflados, para Egos vazios.
Você já se deparou com um grande anúncio por ai, geralmente muito bem feitos, exaustivamente maquiados e bem produzidos, o tema é sempre o mesmo; um produto que ostenta um selo, uma certificação de melhor do mundo, ou coisa que o valha. Se não for isso, um selo do tipo escolhido entre o melhor dos melhores, e a estória segue, mas nunca falta uma certificação.
Virou lugar comum, quase todos os produtos agora ostentam um selo de melhor, muitas vezes vários selos. Não que haja algo errado com alguns tipos de selos, muito pelo contrário, alguns deles são de grande valia e são aferidos por instituições ou personalidades com total credibilidade para sustentar a emissão e concessão destes selos; vejamos os exemplos de certificações normativas, consumo de energia, processos auditados, e por ai vai.
O primeiro grande aviso ao consumidor que o seguinte; quem concedeu este selo, esta autarquia? É confiável? Você conhece? Faz parte de alguma referência nacional ou internacional que o valha a credibilidade da certificação? Se as respostas forem positivas, tudo ótimo, se estas mesmas resposta forem duvidosas, é um mau sinal; mas se não significam nada pra você é bem mais grave; afinal de que servem estes selos mágicos de certificação ou aprovação de um produto ou marca se você não identifica quem o concedeu? Então vem a pergunta que não quer calar: Porque você se deixa seduzir por este tipo de anúncio?
É algo bem surreal, mas a turma da propaganda vem abusando de tanto selo, experimente neste instante abrir uma grande publicação nacional e faça você mesmo à busca, o resultado é alarmante e até mesmo patético, vão desde creme dental aprovado algum laboratório ou conselho, até mesmo produtoras de papel e celulose certificadas ambientalmente, incluso construtoras e fabricantes de eletrodomésticos e automóveis. Nada demais se as certificações forem sérias, tudo de mal se forem só engodo e enganação.
O consumidor tem de apreender a ler os anúncios de forma mais realista, trazer para o seu mundo e determinar o que realmente é certo, bom, belo e justo. Tomamos por exemplo frases do tipo: “ o melhor do mundo, escolhido pela revista X”. Você lê esta revista? Sabe a linha editorial dela? Ela tem circulação MUNDIAL para poder eleger algum produto melhor do mundo? Como pode alguma instituição certificar, em um mundo de bilhões de consumidores, e eleger um produto o melhor do mundo? Em minha opinião, isso é pura enganação, abusiva mesmo, de certa forma nos chama de tolos; mas estas campanhas só ocorrem porque pesquisas garantem que os consumidores gostam deste tipo de anúncios. Então o problema não está só no anunciante, mas também no consumidor. E isso é outra verdade.
Tomando como base os estudos de Freud em Teoria da Psicanálise Clássica, podemos classificar a mente e parte da consciência de acordo com a teoria estrutural da mente; o ID, o EGO e o SUPEREGO que funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.
O ID é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o ID exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.
O EGO funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do ID. Regido pelo princípio da realidade, o EGO cuida dos impulsos do ID, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos.
Apenas parcialmente consciente, o SUPEREGO serve como um censor das funções do EGO (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.
Explicada a teoria, explicamos agora o comportamento do consumidor, que sem uma definição exata do seu papel na sociedade e na família, complementa as suas necessidades do EU em TER e não em SER ou ESTAR.
EGOS vazios de personalidade, indefinidos, voláteis e vulneráveis a estes anúncio modernos e muito bem elaborados, com mensagens diretas de realização e complacência com o formato que a sociedade se comporta, afinal ainda vivemos de aparência e de opiniões de outros, são poucos que se preocupam em construir a suas própria opinião, pior ainda, são poucos que se comportam em sociedade ostentando a sua verdadeira personalidade. E é justamente neste vácuo de personalidade que o consumidor adiquire um produto baseado no que os outros disseram, no que as revistas sinalizam, no modelo que está se usando no reality show na moda e por ai vai, mas nunca em sua própria opinião de escolha.
Expressões corriqueiras se tornam mantras da certeza, e você, incauto e desavisado, de EGO vazio se deixa seduzir, pouco depois descobre, muitas vezes de forma irreversível que eram só jogo de palavras e nada de valor agregado aquele produto ou aquele investimento tão sonhado trouxe de bom pra você.
Dica de bom começo de ano novo, seja você mesmo, faça a sua vida de maneira que você e mais ninguém possa estar no comando, acredite em seus valores, em sua família em seus amigos, e seja uma pessoa de verdade e não simplesmente um fantoche estatístico classificado como massa de manobra para grandes campanhas de produtos ou empresas que só querem uma coisa, a sua grana.
Desculpas começar o ano assim, duro, mas tenha fé na vida, tenha fé em você e se achar que o mundo não foi criado por acaso e por um maluco que manda e desmanda em tudo, tenha fé em Deus.
Até a próxima.
Virou lugar comum, quase todos os produtos agora ostentam um selo de melhor, muitas vezes vários selos. Não que haja algo errado com alguns tipos de selos, muito pelo contrário, alguns deles são de grande valia e são aferidos por instituições ou personalidades com total credibilidade para sustentar a emissão e concessão destes selos; vejamos os exemplos de certificações normativas, consumo de energia, processos auditados, e por ai vai.
O primeiro grande aviso ao consumidor que o seguinte; quem concedeu este selo, esta autarquia? É confiável? Você conhece? Faz parte de alguma referência nacional ou internacional que o valha a credibilidade da certificação? Se as respostas forem positivas, tudo ótimo, se estas mesmas resposta forem duvidosas, é um mau sinal; mas se não significam nada pra você é bem mais grave; afinal de que servem estes selos mágicos de certificação ou aprovação de um produto ou marca se você não identifica quem o concedeu? Então vem a pergunta que não quer calar: Porque você se deixa seduzir por este tipo de anúncio?
É algo bem surreal, mas a turma da propaganda vem abusando de tanto selo, experimente neste instante abrir uma grande publicação nacional e faça você mesmo à busca, o resultado é alarmante e até mesmo patético, vão desde creme dental aprovado algum laboratório ou conselho, até mesmo produtoras de papel e celulose certificadas ambientalmente, incluso construtoras e fabricantes de eletrodomésticos e automóveis. Nada demais se as certificações forem sérias, tudo de mal se forem só engodo e enganação.
O consumidor tem de apreender a ler os anúncios de forma mais realista, trazer para o seu mundo e determinar o que realmente é certo, bom, belo e justo. Tomamos por exemplo frases do tipo: “ o melhor do mundo, escolhido pela revista X”. Você lê esta revista? Sabe a linha editorial dela? Ela tem circulação MUNDIAL para poder eleger algum produto melhor do mundo? Como pode alguma instituição certificar, em um mundo de bilhões de consumidores, e eleger um produto o melhor do mundo? Em minha opinião, isso é pura enganação, abusiva mesmo, de certa forma nos chama de tolos; mas estas campanhas só ocorrem porque pesquisas garantem que os consumidores gostam deste tipo de anúncios. Então o problema não está só no anunciante, mas também no consumidor. E isso é outra verdade.
Tomando como base os estudos de Freud em Teoria da Psicanálise Clássica, podemos classificar a mente e parte da consciência de acordo com a teoria estrutural da mente; o ID, o EGO e o SUPEREGO que funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.
O ID é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o ID exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.
O EGO funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do ID. Regido pelo princípio da realidade, o EGO cuida dos impulsos do ID, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos.
Apenas parcialmente consciente, o SUPEREGO serve como um censor das funções do EGO (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.
Explicada a teoria, explicamos agora o comportamento do consumidor, que sem uma definição exata do seu papel na sociedade e na família, complementa as suas necessidades do EU em TER e não em SER ou ESTAR.
EGOS vazios de personalidade, indefinidos, voláteis e vulneráveis a estes anúncio modernos e muito bem elaborados, com mensagens diretas de realização e complacência com o formato que a sociedade se comporta, afinal ainda vivemos de aparência e de opiniões de outros, são poucos que se preocupam em construir a suas própria opinião, pior ainda, são poucos que se comportam em sociedade ostentando a sua verdadeira personalidade. E é justamente neste vácuo de personalidade que o consumidor adiquire um produto baseado no que os outros disseram, no que as revistas sinalizam, no modelo que está se usando no reality show na moda e por ai vai, mas nunca em sua própria opinião de escolha.
Expressões corriqueiras se tornam mantras da certeza, e você, incauto e desavisado, de EGO vazio se deixa seduzir, pouco depois descobre, muitas vezes de forma irreversível que eram só jogo de palavras e nada de valor agregado aquele produto ou aquele investimento tão sonhado trouxe de bom pra você.
Dica de bom começo de ano novo, seja você mesmo, faça a sua vida de maneira que você e mais ninguém possa estar no comando, acredite em seus valores, em sua família em seus amigos, e seja uma pessoa de verdade e não simplesmente um fantoche estatístico classificado como massa de manobra para grandes campanhas de produtos ou empresas que só querem uma coisa, a sua grana.
Desculpas começar o ano assim, duro, mas tenha fé na vida, tenha fé em você e se achar que o mundo não foi criado por acaso e por um maluco que manda e desmanda em tudo, tenha fé em Deus.
Até a próxima.

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