2012. A chance de lançar uma nova marca para a Paraíba.

O ano de 2012 já se aproxima e 2011 não vai deixar muitas saudades. Um ano complicado, com certo ar de novidade por conta da nova presidente que teve 07 ministros substituídos, um recorde negativo. A inflação não deu folga, o PIP caiu e a economia nos Estados Unidos e na Zona do Euro anda em polvorosa em uma crise de confiança impensável anos atrás. Como se vê 2011 tem várias lembranças, qual foi a sua lembrança preferida deste ano que se encerra?

Para o setor de onde temos atividades o automotivo, este ano foi um ano de confirmação, consolidando um crescimento acima do PIB, e transformando o Brasil no 4º maior marcado global, mesmo não sendo o 4º maior fabricante no mundo, mas caminhamos nesta direção, com maciços investimentos anunciados pelos gigantes do setor. Hoje temos cerca de 39 marcas de automóveis e mais de 60 de motos em atividades no território brasileiro, muitos destes com fábricas ou com anúncio de futuras instalações no Brasil, infelizmente nenhuma por aqui. As marcas mais conhecidas e renomadas ainda dominam com folga o mercado, afinal o patrimônio maior de uma empresa mundial é sem dúvida a sua marca.

Tudo tem uma marca, um desenho, um símbolo, uma história, escrita e iconográfica; e ficará marcado em nossas mentes como experiência de consumo, como experiência de vida.

Aqui no estado da Paraíba temos algumas marcas que já alcançam projeção nacional, e algumas são até conhecidas internacionalmente, mas a nossa principal marca ainda carece de um pouco mais de trato, de cuidado, de capricho mesmo, é a marca Paraíba.

Faz alguns anos que nossa imagem no cenário brasileiro é deletéria, só aparecemos em manchetes que destratam nossa terra, nossa gente e nossos valores. A Paraíba hospitaleira da canção hoje é pura violência, e nosso sol já não brilha como no passado. Somos hoje uma pátria da politicagem, como tema permanente de muitos noticiários a troca de acusações entre parlamentares, entre partidos, intrigas sem fim, e muitas vezes sem começo; não é portanto, nenhuma surpresa que a cassação de nossos governadores e senadores seja destaque negativo na imprensa brasileira. Quando não são os políticos são suas obras, ou suas ações escusas; fomos destaques na merenda escolar e na saúde, ambas negativamente; sendo assim a marca Paraíba vai ficando cada vez mais sem brilho, sem valor, sem emoção, sem cor.

Nosso estado perdeu a muito a direção que levava ao destaque honroso e progressista, mas isso é apenas um dos frutos de uma sistemática desarticulação dos valores locais, afinal, rádios, jornais e televisões daqui só têm olhos para a politicagem, portanto não temos nada de bom para oferecer lá fora.

Nossas conquistas, nossa economia, nossos empreendedores são anónimos; nossas instituições não têm espaço; e quase não produzimos heróis; sendo assim nos resta muito pouco a oferecer.

Como aqui cabe sonhar, bem que nós gostaríamos de poder responder positivamente às demandas da marca Paraíba. Ficaríamos felizes de saber que somos um estado de destaque em alguma produção industrial ou cultural de peso em nosso país. Seria ótimo saber que somos a ponta de lança em tecnologias, que dominamos temas complexos e que nosso povo vive em condições de vida melhores de saúde, habitação e transporte. Seria igualmente espetacular saber que somos porto de destino de novas indústrias que nos escolheram por oferecermos a melhor infraestrutura em energia, transporte e formação profissional. Que nosso sistema tributário é austero e eficiente ao mesmo tempo, que planeja e investe de maneira a garantir à Paraíba um futuro ainda mais promissor e um presente concreto de desenvolvimento. Não teria maior satisfação a um paraibano em poder afirmar estes desejos acima, mas o que temos hoje apenas faz a realidade se tornar ainda mais distante destes sonhos propostos pelo autor.

A iniciativa privada na Paraíba tem feito esforços incomensuráveis, a construção civil, o comércio varejista e atacadista, e o setor de serviços estão entre os que mais crescem no Brasil, porém nossa indústria e principalmente a nossa agricultura ainda enfrenta desafios sem fim. O poder público vacila em não atender desejos básicos de nossa gente. Talvez nosso legislativo e judiciário pudessem produzir mais em prol da Paraíba, transformando os quadros de abandono e pobreza vigentes.

Fica aqui o nosso apelo aos que comandam nossa pequena e forte Paraíba, pensem e ajam com destreza e sabedoria, com ações efetivas, capaz de lançar a marca Paraíba nos holofotes do Brasil e do mundo, trazendo um futuro de prosperidade à nossa gente.
Até a próxima.

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