Momentos de Indecisão. Novamente !!!!!
Na atual época em que vivemos; que já se pode dizer de
histórica, tudo começa em 2008. Sim, mais uma vez estamos falando da grande
grise mundial, provocada pela quebra de grandes bancos americanos e rapidamente
contamina toda a economia global.
Governos atónitos tentam de tudo, gastam os tubos, e
encontram resultados nem sempre animadores, em resumo, levamos aproximadamente
03 anos para certo sopro de esperança pairar no ar, deixando a sensação de uma
recuperação da economia mundial.
Ledo engano, Grécia, Espanha, Irlanda e até mesmo Itália,
protagonizaram momentos que nos fizeram respirar fundo e desejar que chegasse
logo uma nova manhã, trazendo novos ares e novas notícias, na prática ainda
continuamos nesta etapa, pois a Grécia (ultimamente sempre ela) oscila entre
permanecer ou não no bloco do Euro, com consequências gravíssimas para o bloco
do velho continente, fato este que espiraria em praticamente todos os quatro
cantos do planeta.
Lá no Planalto, oscilamos entre altos e baixos, entre
decisões acertadas e muitas desacertadas, mas principalmente, andamos em passos
indecisos. Não estamos falando
exatamente da forma de como a presidente Dilma conduz o governo, mas sim do
conteúdo pelo qual ela aplica nas decisões ligadas à economia, à carga
tributária e nas estruturas que afetam impostos e custos Brasil em geral.
Fica clara a falta de planejamento, se governa em espasmos,
a cada sintoma de tosse, um xarope receitado às pressas pelo chama de plantão
para cada pasta governamental envolvida. O código florestal é um grande
exemplo, se governa por medida provisória, os desgastes das votações são
enormes, e temos um resultado desastroso, que desagrada a ambientalistas e a
ruralistas.
No caso do arroxo nos juros, a presidente ataca um dos
grandes males da economia nacional, ataca de frente, o que é bom, mas passa por
cima de um banco central independente, e até mesmo um ministério da economia
claudicante, o que no fundo é muito, muito ruim. E a gripe seque, e a tosse
vem. Não adianta de nada acusar bancos de alta margem de lucro, se o governo
não oferece nenhum instrumento real para baixar o custo Brasil. Na prática, a
cada anúncio que os juros vão baixar; algum setor da economia para, no aguardo
do próximo anúncio de baixa de juros, que não deverá mais vir. Mas o consumidor
não sabe disso, nem entende assim. Então a medida que deveria ser um estímulo,
se transforma em freio, por conta da indecisão.
Chegamos a redução do IPI dos automóveis, que já nos
primeiros dias deixa claro que os efeitos desejados passaram longo do exemplo
de 2008 e 2009; já que as famílias brasileiras estão bem mais endividadas,
basta analisar os altos índices de inadimplência, que sobem silenciosamente a
cada mês. É um sinal ruim, e no fundo, causa uma indecisão no mercado. Comprar
ou não comprar um carro zero. Na minha humilde opinião a hora é de comprar, de
aproveitar a beneficie do governo, enquanto não se muda de opinião e até agosto
está garantida a redução.
Não podemos esquecer a bravata dos combustíveis e da energia
elétrica, uma é massa de manobra econômico eleitoreira e temos hoje no Brasil
um preço controlado a fórceps pela Petrobrás, então até a eleição gasolina não
sobe. No caso da energia elétrica é mais complicado, já que o governo central e
os estaduais são responsáveis por praticamente metade do preço da energia
cobrada ao consumidor aqui nas terras tupiniquins. De que mesmo a
presidente reclama, se o Governo Federal não faz a sua parte, continua no seu
processo de gestão por espasmos, a indecisão continuam, e este mote não dá
sinais que vai mudar. Chama o xamã da
vez. Até a próxima.

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