2014 ano de Copa do Mundo, de Eleições, de Crescimento.
Na minha adolescência eu e meus
vizinhos costumávamos percorrer quase toda João Pessoa de bicicleta. Era um
tipo de passeio exploratório, onde percorrer a BR-320 e seus cajueiros para
Cabedelo parecia uma viagem no tempo. E
desafiar a temida Ladeira do Varjão era prova de coragem, afinal, naquela época
a então bucólica João Pessoa, permitia todo tipo de aventura, com menos riscos
(quase nenhum) e muitas realizações, incluindo ai algumas incursões nos limites
da Mata do Buraquinho, e nas antigas salinas de Mandacarú. Mas veio o
crescimento, e nestes mais de 30 anos a cidade é outra. Arranha-céus pontuam o
progresso, que chega junto com uma população que mais que dobrou neste período,
ruas sempre cheias e muitas conquistas. Universidades, hospitais, melhores serviços,
grandes lojas, mais voos, melhores e maiores rodovias, enfim, não tem só coisa
ruim no crescimento. E para os próximos 30 anos, onde vamos estar?
Sou positivista por convicção, observador por teimosia, e seguidor de processos e regras por escolha; e recomendo desde já que afinem seus processos e estejam preparados para mais pressão, de todo o sistema produtivo, da concorrência, do mercado e principalmente dos agentes públicos. Hoje esta muito claro que os agentes públicos em todas as esferas, cultivam no seu cerne um ranço pela iniciativa privada, seria quase como em filmes de ficção onde um professor maluco e do mal, passa todo o tempo à maquinar diabólices contra a cadeia produtiva. Somos atacados por todos os lados, nos imputam culpas, multas, regras, limites, fiscalizações por tudo; e todos se julgam terem o direito (muitas vezes inconstitucional) de poder apertar, pressionar, autuar, e até mesmo caçar a iniciativa da iniciativa privada. Sem contar os acharcamentos desavergonhados e impunes (ainda). Ou o poder público entende de uma vez por todas que estamos no limite ou vai matar a galinha dos ovos (que não são mais de ouro). Chega. O diálogo franco e produtivo tem de estar presente nas mesas dos gestores públicos, afinal chegamos a um ponto tão extremo desta relação de disputa, que se faz necessário um basta. Não podemos ser interpretados como uma classe de quem não colabora com o progresso de nossa região, com empregos, com impostos e principalmente com divisas que dão frutos e se transformam em base de mais crescimentos. Somente programas governamentais de estímulo, sem o trabalho incansável, estruturado e honesto da iniciativa privada nunca teriam o mesmo alcance. Chega de tamanha cegueira. E aqui cabe ressaltar que já existem sinais de abertura e diálogo por parte de alguns agentes públicos, mas ainda são muito poucos.
Mas o tempo é senhor de tudo, e
ainda podemos corrigir esta anomalia; afinal ano que vem (2014) teremos
eleições nacionais, e teremos mais uma vez uma chance de melhorar nossa pontaria
em direção ao futuro, escolhendo melhores representantes, mais compromissados
com a verdade, a honestidade e a civilidade que tanto precisamos. Estejamos
preparados para rechaçar os eternos políticos profissionais que pouco ou nada
fazem a não ser em proveito ou benefícios próprios. Será que já não temos
exemplos suficientes que é chegado o tempo de agirmos em prol de um coletivo
Brasil Paraíba, João Pessoa. E deixarmos de lado interesses obtusos e
mesquinhos? Chega também, de nosso lado, de nos comportarmos como condutores do
mal proceder, de práticas antigas e mal versadas. Em 2014 teremos outra chance
e desta vez não a desperdiçaremos.
2014 também é ano da Copa do Mundo do Brasil,
esta tão polêmica, caríssima e inoportuna ocasião, onde um orgulhoso e nada
humilde gestor público, ousou manietar uma intenção de perpetuação de poder
através do inebriar da massa por uma de suas paixões, o futebol. E seguindo a
secular prática do pão e circo, entorpeceu por alguns instantes a nossa nação.
Que em um suspiro de civilidade acordou em junho de 2013, voltando a se
recolher depois de tanta violência. Já é hora de despertar caros leitores, para
um acompanhamento e cobrança de seriedade administrativa, que até aqui se
mostrou ausente e cega. Aqui outro basta. Vamos fazer mais que torcer. Vamos
cobrar de verdade.
E o progresso e crescimento, onde
ficam em tudo isso. Simples, a nossa mudança moral, e ética será nosso
passaporte para o progresso, o crescimento verdadeiro, sustentável, não somente
ambientalmente sustentável, mas principalmente, moralmente sustentável.
Que venha 2014.


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