O grande embate. Qual o tamanho do dragão a enfrentar?

Não há nada mais desafiador para um gestor de empresas do que dimensionar corretamente os desafios econômicos a serem enfrentados quando; existem claramente uma política de informação e contra-informação com objetivos de confundir e não de esclarecer. Em quem confiar, por onde seguir, em que se balizar para alcançar o sucesso, se as informações não são claras e confiáveis? Afinal qual o tamanho desse dragão?
Uma velha lenda chinesa trata que uma pequena aldeia, isolada longinquamente nas montanhas,  que vivia apavorada com a chegada de um temido dragão noturno, que viria sem piedade destruir a tudo e a todos, não sobraria pedra sobre pedra e todas as futuras gerações desta aldeia seriam dizimadas, nada lhes restaria aos que por ventura sobrevivessem a tal hecatombe, pois além da vila, todas as plantações, silos e animais seriam dizimados, além de tudo, com o solo queimado nada mais restaria a não ser sofrimento e dor. Desta forma, atormentados constantemente pelo medo, os aldeões pouco produziam, não havia festas nem comemorações de colheitas, não se trabalhava muito, nem havia muitos nascimentos, afinal a qualquer noite, o temido dragão viria e selaria em definitivo o destino daquela gente. Dia e noite se passavam em enorme apreensão, até que um dia a pequena aldeia recebe a visita de um viajante misterioso que por lá desembarcou do seu cavalo, era um homem velho, aparentava muitas primaveras, de fala pausada e calma, dizia trazer esclarecimentos ao povo do lugar.
Uma assembleia ampla foi convocada e pacientemente o visitante contou a todos que soube da história que a população desta aldeia vivia eternamente apreensiva, como tinham pouca ligação com outras aldeias, haviam se isolado de uma realidade natural, que seria o enfrentamento de grandes desafios. De imediato fora questionado se havia ou não tal dragão, e se aquela vila era a única a padecer de tal maldição.
Sem mudar o tom de sua voz, o viajante disse que os dragões são particulares, cada um tem os seus e que somente nós mesmos somos capazes de derrota-los, afinal somente a população daquela aldeia sabia exatamente o que de mais valioso possuía e o que era necessário e fundamental para a sobrevivência e progresso dos seus.
Ainda mais assustados, os membros do lugar se entreolharam sem entender o que o visitante falava, enquanto a sensação de medo só aumentava. De repente o visitante continuou sua fala com firmeza. Conclamou a todos a não se sentirem culpados, nem reféns do medo que aprisionava à todos, que o trabalho, a união e a perseverança   era antídoto mais que suficientes para derrotar qualquer dragão que existisse, e conclamou a todos a voltarem para seus afazeres, e estudarem os ensinamentos de seus ancestrais que estavam abandonados em uma antiga edificação da vila, e por fim prometeu voltar meses depois e contaria o segredo final para vencer definitivamente os dragões.
De imediato, por falta total de opções, os aldeões assim o fizeram, uns se empenharam no trabalho, na lavoura, no plantio e na criação, enquanto outros se puseram a estudar os escritos, e regularmente se reuniam para discutir e falar do que estavam aprendendo e fazendo.
Meses depois, cumprindo o prometido, o misterioso visitante retorna à aldeia longínqua, e nova assembleia foi convocada. Os semblantes estavam diferentes, mais robustos e fortes pelo trabalho, e mais tranquilos por conta de mais ensinamentos que haviam sido distribuídos aos membros do lugar.
Então o visitante fala em única frase. Os dragões da noite são sempre maiores que os dragões do dia, afinal não sabemos o seu tamanho nem o seu poder. Com o trabalho ficamos mais fortes para enfrentar o seu tamanho, e com os ensinamentos somos capazes de anular o seu poder.
Por fim disse; agora todos sabem que dragões não existem, mas o medo e a incerteza pode destruir quase tudo, menos o esclarecimento, o trabalho e a união.
E você já se sente capaz de derrotar o seu dragão imaginário?
Até a próxima.

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