Para não dizer que não falei de esperança
Nesses tempos bicudos, a imprensa
nos avisa que aproximadamente 10 milhões de brasileiros buscam trabalho
atualmente, é muita gente meus caros leitões, é uma população imensa.
Para fazer uma leitura ainda mais
clara, faço aqui uma comparação; existem mais brasileiros desempregados do que
toda a população de alguns países que conhecemos, como por exemplo a Hungria,
com menos de 10 milhões, ou nossa pátria mãe gentil, com pouco mais de 10
milhões de habitantes. Em resumo, hoje temos um Portugal de desempregados. É
muita gente, é muita tristeza, é muito desamparo.
Esta massa que vaga a procura de
trabalho decente e digno deveria ter mais desta nação. Não da nação do governo
atual, que de tantas mentiras e engôdos, desvios e roubalheiras deve se
encaminhar para um fim nada honroso; mas da nação que acolhe refugiados e
deserdados de outros países. Não poderíamos permitir jamais que um Brasileiro
fosse abandonado para que um estrangeiro fosse acolhido; mas até isso este
governo perdido e sem norte faz.
Me assusta que alguns líderes
empresariais de alto renome ainda defendam que não há crise nem desemprego. Segundo
estes mesmos líderes, o que o que há é uma falácia, provocada pela chamada
mídia golpista, como diria a juventude de hoje; me poupe.
Tendo dito na última coluna que
só nos resta arregaçar as mangas e trabalhar para fugir desta incomensurável
crise que enfrenta a nação Brasileira, vejo a cada dia o semblante abatido e
sem esperança de nossa gente honesta e trabalhadora, parte dela vítima de ameaças
e mentiras publicadas à exaustão pelos agentes públicos oficiais. Não meus
amigos, não podemos desistir. Afinal quem gera emprego e renda e quem
impulsiona verdadeiramente o Brasil rumo ao progresso e ao desenvolvimento
somos nós, a classe produtiva e trabalhadora. Sim, somos nós que temos um
compromisso social inalienável de nossas responsabilidades, somos o motor que
move esta nação, e não podemos em nenhuma hipótese, sob nenhuma ameaça desistir.
É muito claro que o momento é
gravíssimo, pois junto com a mentira, a desfaçatez e a roubalheira política,
temos esta crise econômica de gravidade altíssima. Mas talvez o mais grave, o
mais perverso tenha sido o golpe sofrido por nossa esperança.
Quem move o mundo não é o dia de
hoje, é o amanhã. É o porvir que nos remete aos esforço e planejamento, às
descobertas e aos investimentos, é o porvir que nos impele a saltar no escuro,
apostando as fichas em dias alvissareiros de progresso e desenvolvimento. E foi
esta magnífica engrenagem que ficou ferida e é por isso que nossa economia está
à deriva. Não existe crise mundial, o que existe é uma enorme crise política e
moral, onde a ética e os bons costumes foram assassinados e enterrados em cova
rasa. E esta contaminação inexorável nos levou aos patamares de retração e
paralisação históricos.
Não se enganem que para todo este
período que nós vivemos hoje, estarão nos livros de história daqui a alguns
anos, como os anos negros da civilidade Brasileira. Que deixará lembranças
duras, mas muitos aprendizados. E é sobre estes aprendizados que renasce a
esperança.
A sociedade moderna se organiza
tal qual um ecossistema, com diversos rios afluentes que desaguam no mar do
progresso. Estamos vivendo terrível seca, que impede que as águas se movam, e
tal qual a seca amazônica, as águas que nos restam ficam apodrecidas e impróprias.
Mas surge o trabalho incessante da mão divinal que impulsiona a humanidade ao
progresso e traz o novo inverno. É aqui que nos encontramos, no princípio do
inverno, que enche os rios e renova com água nova, oxigênio farto a vida deste
maravilhoso ecossistema.
As movimentações políticas
começam a indicar que se aproxima a dura hora da verdade e da renovação, que
possibilitará ao Brasil ajustes de contas necessários para que continuemos
nossa caminhada em direção ao progresso.
Tenho plena convicção que em
pouco espaço de empo futuro, teremos horizonte renascidos na esperança
proporcionada pela justiça e pelo ajuste que a sociedade impôs e o Brasil em
definitivo se tornará a Pátria que nos trará orgulho e poderá com segurança e
igualdade, proporcionar aos nossos trabalhadores (nós inclusos) novas e
melhores perspectivas.
Sobre este tema, nos falamos em
abril de 2017 para analisar se as mudanças começaram. O meu voto é sim.
Até a próxima.

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