Sem Maestro

Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, a origem da palavra maestro vem do italiano, chegou até nós como a vocábulo que designa o regente da orquestra. Magister, o termo latino que gerou maestro e mestre, significa aquele que sabe e pode mais (magis).

Vamos ficar com este final, aquele que sabe e pode mais. Conclusão rápida, estamos sem maestro a muitos anos, nem os dois ex-presidentes do PT sabiam de nada (literalmente), mas podiam de tudo; e o atual do PMDB, sabe mas não pode. Portanto, uma nação sem maestro a muito tempo.

Isso fica evidente quando nos deparamos com o atual estado de coisas que se encontra a nação, o desmando político, o descalabro legal, e o cadafalso ético, todos juntos, expõem as entranhas de um Brasil mergulhado no lodo.  E a economia cobra o preço por tanto descontrole e desmando, patinamos nas oportunidades, mesmo que os sinais puramente econômicos nos empurrem para a frente, as verdades palpitantes das manchetes, nos detêm em marcha lenta.

O alento da inflação baixa, aliás, surpreendentemente baixa, nos possibilita pensar efetivamente em retomada, juntamente com os desastres esperados no exterior, que não ocorreram, afinal o presidente americano Trump não conseguiu ainda, transformar suas promessas de campanha em ameaças à economia mundial, que poderiam nos afetar imensamente. Também somamos a isso a economia da China que não desacelerou tudo o que se imaginava, e mesmo o desastroso escândalo das carnes, terminou prejudicando menos nossas exportações. Em resumo, tínhamos tudo para sair do lodo, mas cá estamos.

Alguém pode perguntar até que dia nossa economia irá resistir a tanto descalabro, e eu respondo, se seguirmos nossos fundamentos econômicos, e os fatos não se estenderem para dentro do Ministério da Fazenda e do Banco Central, iremos navegar em paralelo, como um conto de suspense moderno, mundos paralelos, que por instantes se cruzam, mas interferem pouco entre si.

Penas para os milhões e milhões de desempregados, que não tem nenhuma possibilidade de conseguir uma vaga de trabalho decente, pena para nossas empresas que dia à dia, naufragam no mar das falências, fechamentos e demissões, e pena para nós, povo brasileiro.

Reformas que não saem do papel e das discussões empobrecidas dos nossos parlamentares, que insistem em discutir em um momento como este, a continuidade e ampliação de um fundo de financiamento partidário, que além e tudo, é semente de corrupção e desigualdade.

Como não vivemos em outro ambiente que não seja este, totalmente contaminado pelo lodo fétido da corrupção e da hipocrisia, nos resta a empresários e líderes de diversos setores da economia local e nacional, a continuação do trabalho árduo e continuo, para tentar levar nossos barcos a um porto mais seguro, fazer com que nossas equipe e nossas orquestras, executem a obra planejada com cuidado e dedicação, para que diferentemente da nação, que a muito não tem maestro, possamos entregar aos nossos clientes e colaboradores um resultado minimamente descente e capaz de nos manter vivos, até que este pesadelo finde.

Oremos pelo Brasil.


Até a próxima.

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